É... O tempo passa, mas os exemplos reverberam atemporalmente. Haja vista os "amigos de Jó (Bildade, Elifaz e Zofar).
Assim como esses tais citados, na adversidade, peculiar a todo ser humano, estamos cercados de gente assim.. Que expõe seus pensamentos acerca do nosso momento, apontando para os motivos, que, segundo eles, tem ligação com nossas falhas.
Quem sabe do que se passa dentro de cada um, somos nós e Deus. Mais ninguém! E Jó, mesmo sendo reto e temente à Deus, não escapou do dia da CALAMIDADE.
Pode ser que alguém esteja sendo ferido, humilhado, vilipendiado sem entender os motivos desse estado. Jó também não sabia. Pode ser que os teus amigos estejam proferindo palavras lindas, palavras de fé, esperança, mas, no fundo estejam te julgando procedentemente à acusação de que você está vivendo o que está vivendo porque pecou. A falta de responsabilidade acerca das palavras que direcionamos ao ferido tem gerado homicídios espirituais culposos. É necessário que façamos do silêncio nosso maior aliado para que não nos achemos homicidas ocasionais.
Jó estava sendo provado por Deus, e ele não sabia disso. Pode ser que estejamos passando pelo mesmo processo, e não sabemos também. Mas, uma coisa é certa, chegarão amigos para nos dizer ou insinuar que estamos sofrendo por termos pecado. E isso não é pessoal, mas inerente a quem acha que conhece a nós e a Deus.
Tá doendo a prova? Revolte-se contra ela, não contra quem a aplica. Revolte-se contra o dia do seu aniversário, não com quem te trouxe à vida. Essas coisas são reações da dor. Deus entende... Quem não entende são os outros. Nessa relação, não há lugar pra terceiros!
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